Advogada argentina tem prisão decretada e virá ré por injúria racial e gestos racistas em Ipanema
05/02/2026
(Foto: Reprodução) Advogada argentina é acusada de racismo contra atendente de bar
A Justiça do Rio aceitou a denunciou do Minstério Público e concedeu o pediu a prisão preventiva para a advogada e influenciadora argentina Agostina Páez por injúria racial e gestos racistas contra três funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O caso aconteceu no dia 14 de janeiro, e a decisão da 37ª Vara Criminal é desta quinta-feira.
Segundo a denúncia do MP, ela primeiro se referiu a um funcionário do bar como “negro” de forma pejorativa. Na sequência, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que na língua espanhola se refere a macaco de forma racista, e imitou gestos do animal.
Por último, segundo a promotoria, usou a expressão “negros de m…” e “monos”, além de voltar a imitar macacos, de forma racista.
Um vídeo viralizou e iniciou a investigação da Polícia Civil do Rio. Ela negou as acusações.
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Para o MP, houve intenção de humilhar os funcionários do bar, e Agostina agiu de forma repetida, mesmo tendo sido avisada que sua conduta configura crime no Brasil.
Agostina Páez, investigada por ofensas racistas ao sair de bar no Rio de Janeiro
Reprodução
A decisão diz ainda que o pedido de prisão de Agostina se fundamenta pelo risco de fuga da advogada argentina, que segue no Brasil, e pelo comportamento dela que repetiu as ofensas de forma reiterada.
O g1 tenta contato com Agostina Páez.